Clique na imagem para ampliá-la!
segunda-feira, 22 de março de 2010
POEMAS PARA COMEÇAR BEM A SEMANA: NOSSO ALIADO BERNARDO AVILA, MANDA POESIA DA BOA DIRETAMENTE DO CANADÁ!
Muerte en el frío
(Xavier Villaurrutia)
Cuando he perdido toda fe en el milagro,...
cuando ya la esperanza dejó caer la última nota
y resuena un silencio sin fin, cóncavo y duro;
cuando el cielo de invierno no es más que la ceniza
de algo que ardió hace muchos, muchos siglos;
cuando me encuentro tan solo, tan solo,
que me busco en mi cuarto
como se busca, a veces, un objeto perdido,
una carta estrujada, en los rincones;
cuando cierro los ojos pensando inútilmente
que así estaré más lejos
de aquí, de mi, de todo
aquello que me acusa de no ser más que un muerto,
siento que estoy en el infierno frío,
en el invierno eterno
que congela la sangre en las arterias,
que seca las palabras amarillas,
que paraliza el sueño,
que pone una mordaza de hielo a nuestra boca
y dibuja las cosas con una línea dura.
Siento que estoy viviendo aquí mi muerte,
mi sola muerte presente,
mi muerte que no puedo compartir ni llorar,
mi muerte de que no me consolaré jamás.
Y comprendo de una vez para nunca
el clima del silencio
donde se nutre y perfecciona la muerte.
Y también la eficacia del frío
que preserva y purifica sin consumir como el fuego.
Y en el silencio escucho dentro de mí el trabajo
de un minucioso ejército de obreros que golpean
con diminutos martillos mi linfa y mi carne estremecidas;
siento cómo se besan
y juntas para siempre sus orillas
las islas que flotaban en mi cuerpo;
cómo el agua y la sangre
son otra vez la misma agua marina,
y cómo se hiela primero
y luego se vuelve cristal
y luego duro mármol,
hasta inmovilizarme en el tiempo más angustioso y lento,
con la vida secreta, muda e imperceptible
del mineral, del tronco, de la estatua.
------------------------------------------------------------------------------------
Com um punhado de versos,
não versos tidos,
entretanto sufocados entre os dedos,
eu dividi o Universo.
Confinei em uma greta do meu punho,
estes pequenos grãos que configuraram
uma cisão em dois,
meramente virtual -
e cometida -
do todo.
O Todo se deixou partir,
e portanto também é culpado
e nem foi de um crime,
e nem foi de nada.
Não existiu, pois fui eu que inventei,
e nem pode ter sido meu isso -
veio do todo
para dentro de mim.
Eu tenho o universo em duas partes,
e vou me pôr a costurar,
para tentar curar esta embriaguez
de tanto pensamento.
Vou considerar a face do céu acima de mim,
Ignorar como qualquer ignorante,
A face de baixo,
Ignorar como nem todo ignorante
Que era tudo a mesma face em movimento
Antes de separá-las.
Observando as estrelas -
como se com meus olhos
fosse capaz de guardá-las,
protegê-las da morte inevitável das Estrelas,
- eu que nem sequer consigo evitar ser eu mesmo vítima -
tentei dividir-me de mim,
mas não poderia deixar de enxergar o que há de gigante dentro de mim,
nem tampouco poderia poupar que perdesse a estrela seu brilho,
só por eu olhar para fora.
Não me impeço de ter a morte por vizinha,
fitando-me silenciosamente,
por ter os pés atados desde o início.
Não prevenirei esta morte alquímica de estrelas,
que virá a seu tempo;
antes se dará minha morte insossa e perpétua,
que não irá a lugar algum,
e será negra como o túmulo dos planetas.
Afinal, não somos todos errantes e destinados
à mesma cripta?
Seremos recobertos do mesmo manto
da escuridão de onde viemos,
e continuaremos esquecidos.
Estrelas cadentes e caídas,
sem brilho e sem cor.
Estrelas que semearam a terra, mãe da desgraça
do tormento, do pesadelo
Terra. Esta massa inexplicável,
Que pesa e o esqueleto entorta.
Terra. Dia após dia
Desta tortura profunda de uma ponta seca.
(A sombra cerca,
A sombra vem sorrateira por sobre nossos ombros,
A sombra rasteja em compasso.)
Esta terra que verte e perverte as raízes,
não poderia ser mais gentil.
E não poderia ser eu menos gente,
eu que me encontro e me perco,
neste inimízio de minhas vontades
e de mim mesmo,
e ainda sim no desespero dou-me a elas,
por não agüentar que não me tirem
desta prisão de palavras em que estou confinado,
meus dedos não se enroscam às pedras deste chão.
Estou tido para o mesmo fim,
de tanto que se fala,
que a fala morta.
O fim dos antepassados
que vieram e se foram em breves anos,
ou se viram fechados na humidade e no mofo de suas tumbas,
encerrados com flautas insonoras
atravessadas de cravos frios.
O fim dos heróis,
o fim dos covardes,
da face, da nobreza, da coroa, da cauda,
dos propósitos, e de tudo que nem foi posto.
O fim de que tanto se fala,
de que não se precisa que fale.
O fim na loucura alucinada e na dor sóbria,
a escuridão, a angústia indissolúvel de se saber tanto.
O fim que há em não saber nada.
Bernardo Avila Pires
------------------------------------------------------------------------
Noturno
(inspirado no Noturno em C# menor, do Chopin)
É nesta eterna, vil ternura,
Onde conjuram-se os amores,
Em que se rompem os pudores,
Que tanto trago da loucura.
De sua grandeza, sua altura,
Qu'engolem o som, mais as cores,
Ela me banha com temores,
Beija meus lábios, me tortura.
Noite infinita, devaneio,
Punhal da minha vida extinta,
Negro abismo, de sombras cheio,
Escuridão que tanto odeio
Que fará sempre com qu'eu sinta
Que morrerei logo em seu seio.
Bernardo Avila Pires
(Xavier Villaurrutia)
Cuando he perdido toda fe en el milagro,...
cuando ya la esperanza dejó caer la última nota
y resuena un silencio sin fin, cóncavo y duro;
cuando el cielo de invierno no es más que la ceniza
de algo que ardió hace muchos, muchos siglos;
cuando me encuentro tan solo, tan solo,
que me busco en mi cuarto
como se busca, a veces, un objeto perdido,
una carta estrujada, en los rincones;
cuando cierro los ojos pensando inútilmente
que así estaré más lejos
de aquí, de mi, de todo
aquello que me acusa de no ser más que un muerto,
siento que estoy en el infierno frío,
en el invierno eterno
que congela la sangre en las arterias,
que seca las palabras amarillas,
que paraliza el sueño,
que pone una mordaza de hielo a nuestra boca
y dibuja las cosas con una línea dura.
Siento que estoy viviendo aquí mi muerte,
mi sola muerte presente,
mi muerte que no puedo compartir ni llorar,
mi muerte de que no me consolaré jamás.
Y comprendo de una vez para nunca
el clima del silencio
donde se nutre y perfecciona la muerte.
Y también la eficacia del frío
que preserva y purifica sin consumir como el fuego.
Y en el silencio escucho dentro de mí el trabajo
de un minucioso ejército de obreros que golpean
con diminutos martillos mi linfa y mi carne estremecidas;
siento cómo se besan
y juntas para siempre sus orillas
las islas que flotaban en mi cuerpo;
cómo el agua y la sangre
son otra vez la misma agua marina,
y cómo se hiela primero
y luego se vuelve cristal
y luego duro mármol,
hasta inmovilizarme en el tiempo más angustioso y lento,
con la vida secreta, muda e imperceptible
del mineral, del tronco, de la estatua.
------------------------------------------------------------------------------------
Com um punhado de versos,
não versos tidos,
entretanto sufocados entre os dedos,
eu dividi o Universo.
Confinei em uma greta do meu punho,
estes pequenos grãos que configuraram
uma cisão em dois,
meramente virtual -
e cometida -
do todo.
O Todo se deixou partir,
e portanto também é culpado
e nem foi de um crime,
e nem foi de nada.
Não existiu, pois fui eu que inventei,
e nem pode ter sido meu isso -
veio do todo
para dentro de mim.
Eu tenho o universo em duas partes,
e vou me pôr a costurar,
para tentar curar esta embriaguez
de tanto pensamento.
Vou considerar a face do céu acima de mim,
Ignorar como qualquer ignorante,
A face de baixo,
Ignorar como nem todo ignorante
Que era tudo a mesma face em movimento
Antes de separá-las.
Observando as estrelas -
como se com meus olhos
fosse capaz de guardá-las,
protegê-las da morte inevitável das Estrelas,
- eu que nem sequer consigo evitar ser eu mesmo vítima -
tentei dividir-me de mim,
mas não poderia deixar de enxergar o que há de gigante dentro de mim,
nem tampouco poderia poupar que perdesse a estrela seu brilho,
só por eu olhar para fora.
Não me impeço de ter a morte por vizinha,
fitando-me silenciosamente,
por ter os pés atados desde o início.
Não prevenirei esta morte alquímica de estrelas,
que virá a seu tempo;
antes se dará minha morte insossa e perpétua,
que não irá a lugar algum,
e será negra como o túmulo dos planetas.
Afinal, não somos todos errantes e destinados
à mesma cripta?
Seremos recobertos do mesmo manto
da escuridão de onde viemos,
e continuaremos esquecidos.
Estrelas cadentes e caídas,
sem brilho e sem cor.
Estrelas que semearam a terra, mãe da desgraça
do tormento, do pesadelo
Terra. Esta massa inexplicável,
Que pesa e o esqueleto entorta.
Terra. Dia após dia
Desta tortura profunda de uma ponta seca.
(A sombra cerca,
A sombra vem sorrateira por sobre nossos ombros,
A sombra rasteja em compasso.)
Esta terra que verte e perverte as raízes,
não poderia ser mais gentil.
E não poderia ser eu menos gente,
eu que me encontro e me perco,
neste inimízio de minhas vontades
e de mim mesmo,
e ainda sim no desespero dou-me a elas,
por não agüentar que não me tirem
desta prisão de palavras em que estou confinado,
meus dedos não se enroscam às pedras deste chão.
Estou tido para o mesmo fim,
de tanto que se fala,
que a fala morta.
O fim dos antepassados
que vieram e se foram em breves anos,
ou se viram fechados na humidade e no mofo de suas tumbas,
encerrados com flautas insonoras
atravessadas de cravos frios.
O fim dos heróis,
o fim dos covardes,
da face, da nobreza, da coroa, da cauda,
dos propósitos, e de tudo que nem foi posto.
O fim de que tanto se fala,
de que não se precisa que fale.
O fim na loucura alucinada e na dor sóbria,
a escuridão, a angústia indissolúvel de se saber tanto.
O fim que há em não saber nada.
Bernardo Avila Pires
------------------------------------------------------------------------
Noturno
(inspirado no Noturno em C# menor, do Chopin)
É nesta eterna, vil ternura,
Onde conjuram-se os amores,
Em que se rompem os pudores,
Que tanto trago da loucura.
De sua grandeza, sua altura,
Qu'engolem o som, mais as cores,
Ela me banha com temores,
Beija meus lábios, me tortura.
Noite infinita, devaneio,
Punhal da minha vida extinta,
Negro abismo, de sombras cheio,
Escuridão que tanto odeio
Que fará sempre com qu'eu sinta
Que morrerei logo em seu seio.
Bernardo Avila Pires
ALGUNS VÍDEOS PARA CURTIR E PIRAR: CORUJÃO DA POESIA por ROBERTO PONTES
João Luíz apresenta "Falas de Darcy Ribeiro: a utopia de um Brasil passado a limpo" no Corujão na Poesia de Niterói, Bar São Nunca, em 1 de março de 2010.
ORGANISMO_diálogos poéticos em Movimento Mix, fusão fragmentada dos movimentos Feto, Conexão e Desejo, apresentado no Corujão da Poesia de Niterói em 1mar2010, no Bar São Nunca.
Roda de música e poesia coordenada por Jorge Ben Jor no Corujão da Poesia na Letras e Expressões do Leblon em 2 de março de 2010
Lucas Castelo Branco apresenta Ode Triunfal, de Álvaro de Campos, no Corujão da Poesia na Letras e Expressões do Leblon em 2 de março de 2010.
Saudações Coruja,
domingo, 21 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
O Corujão da Poesia apresenta
ENTRE A MUSA E A AMANTE
Recital com o Poeta Pedro Lyra,
de poemas do seu livro
Desafio – Uma poética do amor.
Com a participação de:
Natália Parreiras – como introdutora;
Bárbara Eliodora – no papel da amante;
e Maria Reis – no papel da musa.
Dia primeiro de março, segunda-feira, a partir das 22 horas,
no Bar São-Nunca, praia de Icaraí em Niterói.
Com 9 livros de poesia, 4 de ensaio e 4 de crítica, Pedro Lyra é um dos nomes mais representativos da Geração-60 no Brasil, geração que ele mesmo definiu e introduziu na cadeia evolutiva da poesia brasileira com seu livro Sincretismo (de 1995), um misto de ensaio e antologia.
Faz crítica de poesia para o Jornal do Brasil, é professor Titular de Poética da UENF-Campos e tem Pós-Doutorado na Universidade de Paris/Sorbonne, onde foi “Chercheur Invité” por dois anos (2004-05).
Desafio é um conjunto de 269 sonetos pós-modernos - um vasto painel do amor, enfocado nas suas diversas situações, onde o poeta se debate em diálgos com a mulher, que ora fala como musa, com a voz da sabedoria, ora como amante, com a voz do desejo.
Figurou por 3 anos na lista de obras do vestibular da Universidade Federal do Ceará e recebeu uma avalanche de comentários altamente consagradores da juventude cearense, espontaneamente formulados no Orkut e em diversos outros sites da Internet, onde podemos encontrar dezenas de transcrições de sonetos desse livro, já na 3a edição.
No fim do recital, o poeta fará sorteio de alguns dos seus livros.
A gente se vê por lá!
Saudações Coruja,
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Lorca
Federico Garcia Lorca é o maior autor espanhol desde Cervantes. Tudo bem, pode-se dizer isso numa boa, sem exagero, pois ele foi e é. Autor imenso: poesia, teatro, prosa, pintura, pianista e abre-alas para o sublime. Sim, para o sublime. Garcia Lorca é o lirismo delicado quando fala da Espanha, da natureza, dos amores, e pode ser utópico e verdadeiro quando fala dos horrores da guerra civil, da qual, foi vítima.
DE “MARIANA PINEDA”
tradução de
Paulo Mendes Campos
Na tourada mais bonita
que se viu em Ronda, a velha.
Cinco touros de azeviche
com divisa verde e negra
Eu pensava sempre em ti;
eu pensava: Se comigo
estivesse minha triste
amiga Marianita,
Marianita Pineda!
As moças vinham gitando
em caleças coloridas
com abaninhos redondos
bordados de lantejoulas.
Também os moços e Ronda
em cavalinhos faceiros,
os amplos chapéus cinzentos
colados nas sombrancelhas.
A praça com povaréu
(chapéus baixos, altos pentes)
girava como um zodíaco
de risos brancos e negros.
Quando o grande Caetano,
pisando em palhas de areia,
atravessou a arena
com traje cor de maçã
bordado de prata e seda,
destacando-se Galhardo
entre os sujeitos de briga
frente os touros traiçoeiros
que cria a terra de Espanha,
parecia que a tarde
se botava mais morena.
Ah, se visses com que graça
se virava com as pernas!
Que grande equilíbrio o seu
com a capa e a muleta!
Melhor nem Pedro Romero
a tourear as estrelas!
Cinco touros matou; cinco,
com divisa verde e negra.
Na ponta de seu estoque
cinco flores pôs abertas
e a cada instante roçava
pelos focinhos das feras
como imensa borboleta
de ouro com asas vermelhas.
A praça, tal qual a tarde,
vibrava forte, violenta,
e entre o aroma do sangue
ia o aroma da serra.
Eu pensava sempre em ti;
estivesse minha triste
amiga Marianita,
Marianita Pineda!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Corujão da Poesia do leblon - 23/02/10 - E o Corujão "pegou fogo"!
A energia circulante na Livraria Letras e Expressões era das melhores e não deu outra: mais uma madrugada encantada de arte, poesia e diversão na terça-feira carioca no Leblon!
Confira na montagem abaixo algumas das presenças queridas e aproveite para deixar seu comentário, sugestão ou poema!
Basta escrever para: contato@corujaodapoesia.com!
Link das fotos - Corujao da Poesia em 23 de Fevereiro de 2010 - com 91 fotos on line...
http://picasaweb.google.com/julioinx/CorujaoDaPoesia100223
Fotos by Julio Pereira.
Saudações Coruja,
Confira na montagem abaixo algumas das presenças queridas e aproveite para deixar seu comentário, sugestão ou poema!
Basta escrever para: contato@corujaodapoesia.com!
Link das fotos - Corujao da Poesia em 23 de Fevereiro de 2010 - com 91 fotos on line...
http://picasaweb.google.com/julioinx/CorujaoDaPoesia100223
Fotos by Julio Pereira.
Saudações Coruja,
O CORUJÃO RECOMENDA: A HISTÓRIA DOS SEIOS DE ROSÁLIA MILSZTAJN
Em A História dos Seios, Rosália Milsztajn explora as metáforas que envolvem esta parte da anatomia que é sinônimo de identidade feminina. Nestas páginas desfilam o orgulho e o pudor no peito das meninas-moças, os seios como armas de sedução na juventude, como símbolo de amor e alimento na maternidade. E é com delicadeza e coragem que a autora expõe a dor de mulheres cujos seios abrigam não só filhos e amantes, mas a ameaça de uma doença.
Psiquiatra, psicanalista e poeta, Rosália Milsztajn sabe explorar com rara sensibilidade feminina o delicado tema do câncer, sem autopiedade nem dramatismo. Através de breves histórias, a escrita de Rosália ilustra a insegurança com os primeiros sutiãs, o orgulho com os seios jovens, a vergonha do peito caído, a alegria da amamentação. Ao mesmo tempo, partilha a experiência de mulheres corajosas, que viveram o impacto do diagnóstico, a dor da mastectomia, o renascimento através das mamas de silicone.
Intercalando poesia, emoção e ironia, as histórias deste volume rejeitam os subterfúgios e enfrentam de peito aberto os diversos momentos da batalha contra o câncer, pela vida. Dando voz aos temores e esperanças destas mulheres, geralmente silenciadas pelo sofrimento, a autora desenha pequenos retratos que compõem, em última instância, um mosaico sensível do feminino.
“Em suma, diversas figuras do imaginário feminino repontam em A história dos seios, entremeadas por relâmpagos de ironia, reflexão e poesia. Tudo isso faz com que o livro de Rosália seja imperdível, por sua coragem de falar sem subterfúgios de um tema tão fundamental, mas quase sempre engolfado por um erotismo prêt-à-porter, ou oculto pelo pudor de exibir a dor. Os seios, essa grande metáfora sob a qual todos nos abrigamos gregos e baianos, desde que o mundo é mundo".
Geraldo Carneiro
Sobre a autora:
Rosália Milsztajn já publicou quatro livros de poesia: No Azul (Imago, 1991), Itgadal – Memória dos Ausentes (Diadorim, 1997), Luminosidades (7Letras, 2000) e Aqui dentro de mim (Aeroplano, 2003). Foi idealizadora de alguns eventos de poesia em livrarias do Rio de Janeiro e já teve seus poemas publicados em diversas antologias, revistas e jornais. Em 1999 venceu o Prêmio SESC de Poesia do Estado do Rio de Janeiro.
Serviço:
A história dos seios, de Rosália Milsztajn
para adiquirir visite o Blog www.ahistoriadosseios.
64 páginas | R$ 28,00
O Corujão da Barra de 22/02. Surpresa total. Confira as fotos e saiba mais!!!
Clique na montagem para ampliá-la!
Quem pode imaginar que numa segunda feira após uma semana inteira dedicada ao CARNAVAL, dezenas de cariocas (E TURISTAS) reúnam-se numa LIVRARIA (A NOBEL DO SHOPPING DOWNTOWN) para lerem poemas, crônicas, fragmentos literários e cantarem canções inesperadas, autorais etc????
Nós não só imaginamos, como promovemos mais esse econtro do CORUJÃO DA POESIA E DA MÚSICA DA BARRA DA TIJUCA-UNIVERSO DA LEITURA. Confira as fotos e muito obrigado pelos livros arrecadados para as nossas BIBLIOTECAS SOLIDÁRIAS. Obrigado ao Jornal O GLOBO BARRA pela cobertura! OBRIGADO!!!
Segue o link das fotos da noite. Trabalho do fotógrafo e estudante de História Vitor Vogel.
http://picasaweb.google.com.br/vogel.vitor/20100222CorujaoDaPoesiaBarra#
Depois de uma noite linda como a de ontem, só mesmo mais um poema.
AMOR
Thereza Christhina R. da Motta
Respondo-te com o mesmo calor,
com o mesmo entusiasmo lançando-se sobre mim.
Respondo-te com as mesmas palavras longínquas,
o mesmo ardor do tempo,
que só responde a perguntas com o silêncio.
Somos os olhos bravios da tempestade,
o vórtice do furacão,
a manhã estrelada de tantas auroras antigas
– memória restaurada com as mãos ainda leves e breves.
Respondo-te com o que sei de mais límpido e transparente,
meus cristais sobre a areia ainda úmida da manhã.
A praia que nos cerca é fronteiriça
e nos abre os limites da espera e da vida.
Toda vida está diante de nossos olhos,
como o mar que nos aguarda
se o singrarmos.
Partimos para descobertas irrealizadas,
cruzamos outros mares por descuido
e voltamos, exaustos e mudos,
à mesma praia,
à mesma origem,
ao mesmo templo diante do abismo.
Avançamos sobre as águas
– cortando a lâmina fina do esquecimento.
Lembramos quem somos e o sabemos
– toda vida está aonde a colocamos,
vibrando a única melodia
que conhecemos:
amor.
Com os cumprimentos da Comunidade Acadêmica UNIVERSO e dos/as Corujas.
João Luiz de Souza.
Assessor de Cultura da UNIVERSO.
www.universo.edu.br
www.corujaodapoesiaedamusica.blogspot.com
www.corujaodapoesia.com
Assinar:
Postagens (Atom)
Expediente
Natália Parreiras [Redação, Edição, Assessoria de Imprensa, Parcerias e Co-produção do evento]
Educadora licenciada em Letras pela UFPE.
Tem três livros de poesia publicados e atualmente prepara o quarto e o quinto títulos.
Mais em: http://www.sonatainsone.blogspot.com/
Tatiane Rangel [Idealização e fundação do Blog]
Formada em Comunicação Social/Jornalismo pela PUC-Rio.
Mais em: http://www.sohamsoham.blogspot.com/
Educadora licenciada em Letras pela UFPE.
Tem três livros de poesia publicados e atualmente prepara o quarto e o quinto títulos.
Mais em: http://www.sonatainsone.blogspot.com/
Tatiane Rangel [Idealização e fundação do Blog]
Formada em Comunicação Social/Jornalismo pela PUC-Rio.
Mais em: http://www.sohamsoham.blogspot.com/
Contato
Entre em contato pelo endereço contato@corujaodapoesia.com
Licença para uso do conteúdo
A obra Blog Corujão da Poesia - Universo da Leitura de Blog Corujão da Poesia - - Universo da Leitura foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Brasil.
Com base na obra disponível em corujaodapoesiaedamusica.blogspot.com.








