Antes de situar o Sousândrade no Romantismo Brasileiro, vale lembrar suas principais características lá fora. Surgiu na Europa no final do século XVIII. A grosso modo, tinha como objetivo propor uma visão de mundo contra o racionalismo e grifar o espírito nacionalista nos países. O termo "romântico", que norteou o período, veio da necessidade do individuo de ter um sentido objetivo, no idealismo ou poéticamente. Não tardou a ganhar força na figura do próprio indivíduo, através do drama humano e um gosto pelo escapismo. A Revolução Francesa foi a menina dos olhos para os românticos. Liberté Egalité Fraternité.
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REPÚBLICA É MENINA BONITA DIAMANTE INCORRUPTÍVEL
Entre os astros, sagrados montes
Feliz asilo da paixão:
Puros jardins, sonoras fontes,
E virginal um coração
Vibrando aos claros horizontes
E encantado à etérea soidão.
Quis ser em chegar, primeirinha:
Oh! A gentileza do lar!
A tudo dispor; pra onde vinha
Sem dizer e onde a s’encontrar
Fé, por sugestão que adivinha,
Alma que espera.
“Hei de, he de a(...)
“Doces miragens, adeus! Vejo
Na profundez do coração,
O interno oceano do desejo,
D’Heleura a ideal solidão:
Vos deixo a Deus. Deixai-me o beijo
Preço da livre sem senão:
“Doutra dona... oh, a inteligência
Dona... mas, cetim branco e flor!
‘Menina e moça’, áurea existência
Musa cívica a Musa-Amor!
Já fotografara-te o pensamento
Que um pensamento houve a transpor”.
Das cinzas fênix renascida,
Arte divina a retratar
Anos treze - quão parecida!
Ela era; hei de noutra a encontrar
Helê que dos céus é descida,
Céus! A borboleta solar!
“A metamorfose sagrada
De jovem pátria e o cidadão
Oiro de lei, Virgínia honrada
Por todo o nobre coração:
Ditando diga: eu sou a amada,
A amante Luz, o Amor
e o Pão.”
Enviado por Pedro Lago